terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Conhecendo mais sobre a agricultura no Tocantins


Agricultura no Tocantins...
Biocombustíveis
O Tocantins está pronto para oferecer biocombustíveis ao mundo, sem derrubar nenhuma árvore para plantar matéria-prima e sem desvirtuar as terras que hoje são utilizadas na produção de alimentos.
Para isso, a cana-de-açúcar que serve de matéria-prima ao etanol e as oleaginosas dos biocombustíveis são plantadas em áreas de pastagens degradadas. São 5 milhões de hectares de pastagens, que já começam a receber investidores, que promovem a recuperação do seu solo e o plantio das novas culturas.

A ocupação destas terras está prevista no estudo “Rota do Álcool”, elaborado pelo Governo do Tocantins. A projeção para os próximos 10 anos é de instalar 24 usinas de etanol (600 mil hectares) e 20 usinas de biodiesel (200 mil hectares) nestas áreas.
Produção atual
Atualmente, o Tocantins conta com duas usinas de biodisel em funcionamento (Brasil Ecodiesel e Biotins Energia) e três em instalação. Outras opções de oleaginosas que se destacam para a produção do chamado “combustível limpo” são a soja, o girassol, o amendoim e o algodão, além de culturas perenes como o dendê e a macaúba.
Na área de etanol, o Tocantins possui três usinas em atividade, sendo em Arraias, Gurupi e Pedro Afonso. Estudos apontam também grandes vantagens para o etanol fabricado da batata-doce, para o uso doméstico e fármacos.
Futuro
Com os biocombustíveis, o Tocantins está oferecendo ao mundo uma alternativa para substituir os combustíveis fósseis, mais poluentes e produzidos de matérias-primas não renováveis. Mas o estado tem condições para contribuir com muito mais. No Tocantins, o sol brilha por mais tempo, considerando a média nacional. São 2.400 horas/luz ao ano, que acelera a fotossíntese, fazendo com que as plantas possam converter energia solar em açúcares, proporcionando maior rendimento por área.
Maiores informações, favor entrar em contato com a Coordenação de Agroenergia, pelo ramal 2140.
Fonte: Diretoria de Produção Vegetal – SEAGRO.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Recursos naturais e minerais do Tocantins atraem investidores japoneses para o Estado


Os recursos naturais e minerais, população jovem e a estabilidade econômica atraem investidores japoneses para a agricultura brasileira, em especial para o Tocantins que mantém relações comerciais e de amizade com o Japão, através de parcerias a exemplo do programa Prodecer – Programa de Desenvolvimento do Cerrado. Para consolidar esta relação e pensando em captar novos investimentos o secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Jaime Café, acompanhou a comitiva Obihiro Kawanishi - Cooperativa do Japão Agricultura e Mitsubishi Corporation do Brasil em uma visita a região sudoeste do Estado.
 A comitiva formada por 11 pessoas sobrevoou a região, com foco na agricultura irrigada, no município de Lagoa da Confusão, a visita foi nas lavouras de arroz irrigado por inundação, aonde a produção alcança cerca de 180 mil toneladas no período chuvoso. Para o produtor e chefe executivo da Cooperativa Toshinobu Arizuda, que falou em nome do grupo, o convite do Governador Siqueira Campos é uma grande oportunidade para que possam conhecer as potencialidades do Estado.
 “O primeiro item que falo que irá crescer é devido aos recursos naturais e minerais, segundo é a população jovem, que pode trabalhar e desenvolver este país e o terceiro, é a estabilidade política que dá segurança, comparada a outros países. Por estes motivos empresas de grande porte do Japão estão interessadas em investir no Brasil”, pontuou Toshinobu Arizuda.
 “Também somos produtores e temos experiências e apesar de ainda não existir um projeto determinado, mas devido às boas relações entre os nosso País e o Tocantins teremos continuidade visando futuras parcerias”, explicou Arizuda completando, ainda, que pessoalmente espera muito desta parceria devido a potencialidade do Estado para a agricultura.
 De acordo com o Secretário, o grupo já foi orientado e já está trabalhando para apoiar o Governo do Estado na implantação de barragens para o cultivo irrigado, principalmente de soja e arroz, produtos de interesse de compra pelos japoneses. “Esta região será beneficiada pelo Prodoeste - Programa de Desenvolvimento do Sudoeste do Tocantins, que está em fase final de aprovação e nosso desejo é que os investidores japoneses possam nos apoiar no que se refere a contrapartida do Governo, que é de US$ 66 milhões, valor alto para investimento com recursos próprios”, completou Café.
  Prodoeste
O Prodoeste é um programa que pretende implantar através de parceria público-privada, um grande sistema de plantio irrigado em cerca de 200 mil hectares na região, aproveitando o grande potencial de rios e terras planas. O projeto já tem o aval positivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, no valor de US$ 165 milhões, o BID entra com 99 milhões de dólares e o Governo do Estado entrará com a contrapartida US$ 66 milhões.
Lenna Borges – Seagro/Ascom

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Projeção aponta 710 mil hectares ocupados por reflorestamento no TO

Parte integrante da Amazônia Legal, o Tocantins colocou como prioridade o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. Nesse sentido, encontrou como alternativa ecológica e economicamente viável o investimento na plantação de florestas, mais conhecido como silvicultura. Segundo levantamento da Seagro - Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário, atualmente o Tocantins conta com 83 mil hectares de florestas, plantadas em 230 fazendas. Até 2016, poderá alcançar 710 mil hectares.

De acordo com o subsecretário de Produção de Energias Limpas da Seagro, Ailton Parente Araújo, as regiões com maior número de áreas de cultivo são o Sudeste e o Bico do Papagaio, com predomínio do eucalipto. “As cidades que se destacam são Darcinópolis, Colinas, Wanderlândia e São Bento, no Bico, além de Conceição, Palmeirópolis e Natividade, no Sudeste”, ressaltou ele.


Projeções
O Estado é considerado um dos mais promissores do país no segmento. A previsão de crescimento de áreas reflorestadas é animadora e tem atraído a atenção de investidores. Os dados da Seagro mostram que, de 2009 a 2010, o aumento na área de plantio foi de 20%. No ano seguinte, esse percentual chegou a 43%. Mas, segundo as estimativas, até 2016 a área plantada será de 543 mil hectares. “Essas projeções foram feitas a partir de reuniões com os atuais produtores, mas o Naturatins estima, a partir do interesse de novos investidores, que a área plantada será de 710 mil hectares”, explicou Ailton Parente.
Nas propriedades que possuem áreas reflorestadas o investimento foi na ordem de R$ 310 milhões, gerando mais de 6 mil empregos diretos e indiretos. Com o aumento da plantação, a estimativa é de que esse investimento suba para R$ 20 bilhões, sendo abertas 43 mil vagas de trabalho.
Mercado
O subsecretário frisou que a produção das áreas de reflorestamento do Tocantins possui mercado garantido. Segundo ele, a vinda de uma multinacional produtora de papel e celulose irá garantir a venda de todo o eucalipto produzido na região Sudeste do Estado. “Além disso, nós também estamos conversando com uma empresa portuguesa produtora de pellet de madeira (lenha verde) que deverá realizar o processamento da biomassa rejeitada pela produção do papel”, ressaltou Araújo.
Já a produção do Bico do Papagaio deve ser destinada ao parque siderúrgico do Sul do Pará. “Atualmente, várias empresas estão interessadas em consumir uma energia certificada e o Tocantins vai ter produção para oferecer a essas empresas”, disse o subsecretário.

Incentivos
Instituições financeiras como Banco do Brasil, Basa e BNDES possuem linhas de créditos específicas voltadas para investidores interessados na silvicultura. Mas o maior incentivo é destinado pelo Governo Federal, por meio do programa ABC- Agricultura de Baixo Carbono.
O ABC foi criado em 2010 com a intenção de incentivar a prática da agricultura sustentável. O objetivo é contribuir com a redução da emissão, na atmosfera, de gases que produzam o efeito estufa. A idéia é aperfeiçoar a utilização da terra através da junção de floresta, pecuária e agricultura, melhorando assim a renda de do produtor.
Ailton explicou que a previsão do Governo Federal é investir em 2012 mais de R$ 3 bilhões no ABC. “A Seagro está de portas abertas para as pessoas interessadas nesse tipo de investimento, nossos técnicos estão preparados para disponibilizar as primeiras informações”, completou. Tocantinsagro, Tocantins agronegócios, tocantinsagro.blogspot.com
Erica Lima

Tocantins imuniza 99,43% do rebanho contra febre aftosa

Download em alta resoluçãoMais uma vez a cadeia produtiva tocantinense demonstrou seu compromisso com a sanidade animal, imunizando 99,43% dos bovinos e bubalinos. A 2º etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa ocorreu no mês de novembro e abrangeu os bovídeos com até 24 meses, num total de 3.461.732 animais i
dos 3.481.490 em idade vacinal. O Estado conta hoje com aproximadamente oito milhões de bovídeos.
“O número de animais que receberam a vacina está dentro da nossa expectativa inicial e o resultado da campanha comprova a consciência do produtor rural em preservar o status sanitário do Estado, livre de febre aftosa com vacinação”, ressalta o presidente da Adapec – Agência de Defesa Agropecuária, Geraldino Ferreira Paz.

De acordo com o levantamento, 53 municípios dos 139 existentes atingiram 100% de cobertura de vacinal. A regional que atingiu a maior cobertura é Formoso do Araguaia com 99,9%. Atualmente, o maior rebanho está concentrado em Araguaçu com 315.694 cabeças de animais. Já a cidade de Araguatins centraliza o maior número de propriedades rurais, num total de 1.477.

Segundo o diretor de Defesa, Inspeção e Sanidade animal da Adapec, Alberto Mendes da Rocha, todos os municípios ultrapassaram o percentual de cobertura vacinal de 90%, recomendado pelo Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Consideramos que a campanha foi um sucesso e vamos comemorar em maio 15 anos sem febre aftosa”, ressalta.

O responsável pelo Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, João Eduardo Pires, afirma que somente 0,57% dos animais existentes ficaram sem vacinar ou o produtor deixou de declarar. “Já sabemos onde estão localizadas estas propriedades e as equipes da Agência já estão indo em direção a elas para saber o motivo da omissão”, destaca.

Vale lembrar que, o produtor que não vacinou os animais será multado em R$ 5,32 por cabeça e R$ 127,69 por propriedade rural. Além disso, terá de adquirir a vacina de imediato, para que os técnicos da Adapec executem a vacinação. Já para o produtor que vacinou e deixou de declarar o ato será multado em R$ 127,69 por propriedade e deverá dirigir-se imediatamente ao escritório da Adapec onde sua ficha cadastral é movimentada.
Dinalva Martins

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Levantamento da produção de grãos para a safra 2011/2012 é positivo no Tocantins


A agricultura tocantinense deve continuar crescendo na produção de grãos na safra 2011/2012. A previsão é da Comissão Estadual de Levantamento de Informação Agrícola, que divulgou nesta semana o quarto levantamento de intenção de plantio de grãos para a safra 2011/2012. O estudo prevê um crescimento de 0,7% da área plantada no Tocantins com relação à safra passada. Assim, a área plantada aumentará de 695.120 para 702 mil hectares, com uma produção aproximada de 2.189 mil toneladas.
De acordo com o engenheiro agrônomo da Seagro e membro da comissão, José Waltex Alexandre Aguiar, estes dados ainda podem mudar. “O plantio de algodão teve início agora em janeiro e prossegue até fevereiro, com colheita prevista para junho e julho, a previsão inicial é de aumento de área em 31,9% e de produção em 44,2% em relação à safra passada”, pontuou.
A área cultivada com soja, responsável por 62% da cultura de grãos no Estado, tem previsão de crescer 4,1%, sendo que na safra passada a área foi de 405.870 e a previsão, para a safra 2011/2012, é de 422.500 hectares. Já na produção, o previsto é de um aumento de 4%, cerca de 1.280 mil toneladas. “O crescimento da área, especialmente nestes três produtos é devido à alta das commodities, tanto no mercado interno quanto no externo”, acrescentou o engenheiro agrônomo.
Brasil
A Conab - Companhia Nacional de Abastecimento - reduziu a projeção para a safra de grãos 2011/12 em seu quarto levantamento, divulgado no último dia 12, por causa de fatores climáticos adversos, principalmente no Sul do País, cujas lavouras enfrentam período de estiagem. A produção nacional está estimada em 158,45 milhões de toneladas, o que representa queda de 2,8% (4,51 milhões de t) em comparação com a safra anterior 2010/11, que foi de 162,96 milhões de t. Em relação ao levantamento anterior, do mês passado, houve redução de 0,4% (646 mil t). (Com informações da Conab)
Lenna Borges

sábado, 28 de janeiro de 2012

MATOPI, a mais nova fronteira da soja

A evolução da produção de soja no Brasil poderia ser dividida em três fases: 1ª fase, expansão na Região Sul durante as décadas de 1960 e 1970, quando a produção evoluiu de 478 mil para 8,08 milhões de toneladas; 2ª fase, expansão na Região Centro Oeste durante as décadas de 1980 e 1990, quando a produção cresceu de 1,85 para 13,36 milhões de toneladas e a 3ª fase, na presente década, com a expansão da cultura na divisa das regiões N e NE, principalmente nos estados de Maranhão, Tocantins e Piauí (MATOPI), período durante o qual a produção evoluiu de 676 mil para 5,3 milhões de toneladas, convertendo-se na mais nova fronteira agrícola para a produção de soja no Brasil, a qual responde, atualmente, por cerca de 7% da produção nacional. As perspectivas são de mais crescimento, visto que é nessa região onde se concentram os maiores aumentos de área de cultivo da soja.

Junto com a soja cresceu a economia regional e a renda per capita da população, elevando o Índice de Desenvolvimento Humano da região. A soja tem sido um dos mais importantes, senão o mais importante fator de desenvolvimento econômico e social da região do MATOPI, assim como o foi, anteriormente, nas regiões Sul e Centro Oeste.



A Embrapa se orgulha de ter sido ator importante nesse processo de desenvolvimento e continua engajada no esforço de seguir disponibilizando ferramentas tecnológicas para que a soja continue sendo um sucesso em todo o território nacional.

Amélio Dall Agnol


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Agronegócio é responsável por 99,60% das exportações do Estado



O agronegócio provou mais uma vez ser o principal alicerce da economia tocantinense. A produção agropecuária foi responsável por 99,60% das exportações do Estado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ao todo foram enviados US$ 486 milhões em produtos tocantinenses para outros países. Deste valor, US$ 484 milhões são referente à soja, carne e seus subprodutos e frutas. Em contrapartida às exportações, o Tocantins importou US$ 162 milhões, gerando um superávit de US$ 324 milhões. 

Soja é o principal produto exportado pelo Tocantins, responsável por US$ 351 milhões
Para o governador Siqueira Campos, o agronegócio, como base da economia, deve ser engrenagem para eliminar a pobreza no Estado. “Um lugar de terras férteis, biodiversidade, condições para um desenvolvimento sustentável e 12 milhões de hectares para produção, como é no Tocantins, é o principal recurso para geração de renda e movimentação da economia. De todo esse contexto, podemos crescer mais e fazer com que os tocantinenses tenham melhor qualidade de vida. É para isso que estamos trabalhando no Governo", disse.

Já o secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Jaime Café, considera que os números provam o esforço do Governo e do produtor tocantinense em se destacar no mercado brasileiro, fazendo a economia do Tocantins crescer. “O Governo do Estado tem apoiado os produtores e incentivado o desenvolvimento da agropecuária, que aumenta as divisas e reduz a desigualdade social na nossa região”, garantiu.
Produtos
Segundo o secretário executivo da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Ruiter Padua, o resultado da balança comercial foi extremamente positivo já que as exportações cresceram mais de 41%, pulando de US$ 343 milhões em 2010 para US$ 486 milhões em 2011. “O principal produto continua sendo a soja, em grão ou triturada, responsável por US$ 351 milhões em 2011, seguida da carne e seus subprodutos com US$ 131 milhões, e das frutas com US$ 889 mil”, disse.
Ao comparar os números de 2011 com de 2010, as frutas recebem maior destaque com um aumento de 84%, pulando de US$ 482 mil para US$ 889 mil. Em segundo lugar ficou a carne com 55% de crescimento, de US$ 84 mi em 2010 para US$ 131 mi em 2011. O menor aumento ficou com a soja que ainda registrou 36% de aumento, de US$ 257 mi em 2010 para US$ 351 milhões exportados em 2011.
 Importação
Dos US$ 162 milhões em produtos importados pelo Tocantins, os três principais foram ‘Outros cloretos de potássio’ com US$ 18.841.301, ‘Fio de fibras acrílicas’ com US$ 15.543.988 e ‘Barcos a motor’ com US$ 13.115.088.
Brasil
Ainda segundo a Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil exportou US$ 256 bilhões e importou US$ 226 bilhões em 2011. Já em 2010, foram exportados US$ 201 bilhões e importados US$ 181 bilhões em todo o País.
 Andressa Figueiredo

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Agricultores terão novas linhas de créditos na Agrotins 2012


09/01/12 - 16:47 
Agricultores terão novas linhas de créditos na Agrotins 2012Com o intuito de apresentar e divulgar as linhas de financiamento na área rural do Bradesco, representantes da instituição financeira se reuniram com o secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário (Seagro), Jaime Café, na manhã desta segunda-feira, dia 09, no gabinete da Secretaria. As modalidades de créditos estarão disponíveis na Agrotins 2012- Feira de Tecnologia Agrotpecuária, que ocorrerá de 8 a 12 de maio, no Centro Agrotecnológico de Palmas.

Os gerentes do Bradesco de Palmas, Jainevon de Moura e Jocy Gomes Panovitch, falaram sobre a Agrotins 2011 e o volume de proposta recebida que foi equivalente a R$ 188 milhões. “Consideramos o resultado excelente, pois 60% das propostas foram contabilizadas e estamos confiantes que a Feira de 2012 será melhor com a ampliação das nossas linhas de financiamentos, inclusive para a área de silvicultura e piscicultura, por exemplo”, anunciou Jocy Gomes.

O secretário Jaime Café disse que a atuação do Banco Bradesco na Feira é fundamental para o desenvolvimento do agronegócio no Estado e questionou os bancários se a instituição vai trabalhar com o Moderinfra – Programa de Incentivo à Irrigação e Armazenagem do Governo Federal. Café ressaltou a importância dessa linha de crédito para que o produtor possa melhorar a infraestrutura da propriedade e com taxas de juros.

Sobre 2012, Café disse que as expectativas são as melhores possíveis. “Esperamos que o resultado da Agrotins 2012 supere o do ano passado. Nossa expectativa é muito boa, ainda mais porque o tema principal desse ano abordará uma grande potencialidade do Tocantins: a ‘irrigação’. Nós temos grandes projetos nessa área como o São João (Porto Nacional) e o Manuel Alves (Dianópolis), além de outras regiões com potencial para o desenvolvimento da agricultura irrigada, como Lagoa da Confusão”, afirmou.

O secretário executivo da Secretaria da Agricultura, Ruiter Padua, que também participou da reunião, falou que é fundamental uma divulgação mais incisiva das linhas de crédito do Banco, que às vezes opera com custos menores que os Bancos oficiais.

Também participaram do encontro, o diretor de Desenvolvimento Agropecuário, Ricardo Pires e o coordenador de Desenvolvimento Tecnológico da Seagro, Fernando Garcia.

Moderinfra

Moderinfra – Programa de Incentivo à Irrigação e Armazenagem, os produtores rurais de todo País podem financiar até R$ 1,3 milhões, com uma taxa de juros de 6,75% a.a, para investimentos em implantação, reforma recuperação, adequação e modernização dos sistemas de irrigação e armazenagem.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Agroenergia



Kleiber Arantes

Cana-de-açúcar
Kleiber Arantes

Pinhão manso
Kleiber Arantes

Macaúba
Os cenários da área energética apontam para a progressiva redução das reservas de carbono fóssil. Os níveis críticos dessas reservas, aliados à crescente demanda energética da sociedade contemporânea, estão provocando a ascensão sustentada de preços do petróleo, situação essa agravada em razão de as reservas mais importantes deste produto estarem concentradas em poucas regiões no mundo.
Nesse contexto, a humanidade deve perseguir um novo conjunto de fontes de energia, sucedâneos ao carbono fóssil, base da energia por quase dois séculos. Dentre as energias renováveis, a agroenergia produzida a partir de biomassa poderá responder por parcela substantiva da oferta futura.
No curto e médio prazo, a função da agroenergia será a de propiciar uma transição mais tranqüila rumo a uma matriz energética com maior participação da energia renovável, inclusive ampliando o horizonte de uso das atuais fontes de carbono fóssil. Subsidiariamente, o desenvolvimento da agroenergia, no Brasil, promoverá importante aumento de investimentos, empregos, renda e desenvolvimento tecnológico e será uma oportunidade para atender parte da crescente demanda mundial por combustíveis de reduzido impacto ambiental. Essa visão de futuro é plenamente aplicável ao Brasil, que poderá se constituir no maior provedor individual de energia renovável no mercado internacional de bioenergia.
O Brasil já possui uma matriz energética com significativa participação de energias renováveis, tendo acumulado importante experiência na produção de álcool como combustível. A ampliação dessa participação na matriz, a partir do desenvolvimento da agroenergia, propicia a oportunidade de executar políticas, de cunho social, ambiental e econômico, além de alinhar-se com ações de caráter estratégico no âmbito internacional.
Diretrizes de política de Agroenergia
Ministério de Minas e Energia

Áreas de irrigação devem crescer 20% em 2012

03/01/2012 - Valmir Araújo – Ascom/Seagro


Os investimentos em agricultura irrigada no Tocantins tendem a crescer nos próximos anos em razão das políticas de incentivo do Governo, através da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário e das linhas de crédito para o setor, disponibilizadas pelo Governo Federal. Por meio do Moderinfra – Programa de Incentivo à Irrigação e Armazenagem, os produtores rurais de todo País podem financiar até R$ 1,3 milhões, com uma taxa de juros de 6,75% a.a, para investimentos em implantação, reforma recuperação, adequação e modernização dos sistemas de irrigação e armazenagem.
Foto: Juliano Ribeiro


De acordo com o secretário da Agricultura, Jaime Café, o Tocantins tem “grande potencial” de agricultura irrigada e já em 2012 as áreas de irrigação devem ter um crescimento superior a 20%. “Estamos confiantes no crescimento da agricultura irrigada em nosso Estado, porque o produtor quer investir e tem buscado tecnologia”, afirmou o secretário. Com o intuito de fomentar a prática da agricultura irrigada no Estado, a 12ª Agrotins, que acontecerá em maio deste ano, organizada pela Seagro, terá como tema “Irrigação”.

Em parceria com o Governo Federal, o Governo do Tocantins desenvolve projetos hidroagrícolas, voltados para a fruticultura em três regiões do Estado: o Manuel Alves (Sudeste), São João (Central) e Sampaio (Bico do Papagaio). O Governo também trabalha na implantação do Prodoeste - Programa de Desenvolvimento do Sudoeste do Tocantins, que almeja implantar, através de parceria público-privada, um grande sistema de plantio irrigado no Estado.
De acordo com levantamento da Superintendência de Irrigação e Drenagem da Secretaria da Agricultura, o Tocantins possui cerca de 90 mil hectares de áreas irrigadas. Os principais produtos cultivados nessas áreas são: arroz, feijão, soja para semente, melancia, milho, cana-de-açúcar e frutas. Já em 2012, a projeção é que haja um aumento de 20 mil hectares de áreas irrigadas em todo Estado.
Principais municípios com área irrigada:
Lagoa da Confusão – 45.000 hectares
Formoso do Araguaia – 30.000 hectares
Pium – 7 mil hectares
Dueré – 5 mil hectares
Cristalândia – 3 mil hectares
Pedro Afonso – 500 hectares

Modelos de Produção e Comércio de Abacaxi para o Mercado Interno e de Exportação