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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Prolongamento das chuvas no TO deve beneficiar bovinocultura de corte


Chuvas garantem rebrota do capim por mais um período, auxiliando o criador de gado na alimentação dos animais
Prolongamento das chuvas no TO deve beneficiar bovinocultura de corte
A prorrogação do período chuvoso, em algumas regiões do Tocantins, deve beneficiar uma das principais atividades econômicas do Estado, a bovinocultura de corte. De acordo com dados da Estação Climatológica de Palmas, nos cinco primeiros dias de junho já choveu 12,6 milímetros. No mesmo período, em 2011, não houve registro de chuva.

Para o coordenador de Desenvolvimento Animal da Seagro – Secretaria da Agricultura, da 
Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Cláudio Sayão, o prolongamento das chuvas não é ideal para todos os setores da agropecuária, mas para o sistema extensivo de criação de animais traz benefícios. “O principal problema dos bovinocultores neste período do ano é a escassez de alimentos, e o prolongamento das chuvas ajuda diretamente na rebrota do capim e na formação de pastos”, avaliou.

Uma grande vantagem do Tocantins é a grande incidência de luminosidade, que continua neste período do ano, como ressaltou Sayão. “Outras regiões do Brasil tem muita chuva neste período, mas elas vêm acompanhadas pelo frio e a escassez de luminosidade, que prejudicam o crescimento do capim e estes fenômenos [frio e escassez de luminosidade] não ocorrem no Estado”, lembrou o coordenador da Secretaria da Agricultura.

Cuidados com rebanho

O principal cuidado que o bovinocultor deve ter nesse período do ano é com a alimentação dos animais. Segundo Sayão, é preciso planejar ações no período chuvoso, para não faltar alimentos na estiagem. A vedação de pastagens, isto é, a separação de pastos para serem utilizados no período da seca, é uma das ações planejadas que podem ser adotadas pelos produtores.

Em meio ao período de escassez das chuvas é importante observar as condições dos pastos, isto é, se há oferta de alimentos para os animais e caso não haja, buscar a suplementação, através de concentrados, segundo avaliação do coordenador de Desenvolvimento Animal da Seagro.

Prolongamento das chuvas

Segundo dados da Estação Climatológica de Palmas, o período chuvoso do Tocantins inicia nos meses de setembro e outubro e finaliza no mês de maio. Contudo, alterações climáticas podem diminuir ou o prolongar a incidência das chuvas, como acontece este ano. De acordo com o meteorologista e professor da Unitins, Luiz Cabral, nos últimos 15 dias “um sistema atmosférico tem atuado na região Central do País, provocando mais umidade e chuvas”.

Contudo, estudos do meteorologista apontam para o fim do período nas próximas semanas. “Os modelos matemáticos indicam que as chuvas devem encerrar a partir do dia 10 de junho e a tendência natural é que retorne só em outubro”, afirmou Cabral.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pesquisadores conhecem nova tecnologia em Potássio


Pesquisadores conhecem nova tecnologia em Potássio
Maior produtora mundial de fertilizantes específicos, a TIMAC Agro reuniu a elite de pesquisadores técnicos e consultores em fertilidade de solos no País, para apresentar, em primeira mão, a tecnologia “K-UP”, um avanço científico que promete revolucionar o conceito de adubação com Potássio no Brasil e no mundo.
O encontro aconteceu na última semana em Curitiba e contou com a presença do presidente da Empresa no Brasil, Phelippe Vignon e do pesquisador responsável pelo desenvolvimento do projeto doutor José Maria Garcia-Mina. Reuniu 120 pesquisadores de instituições oficiais e privadas, além de consultores e técnicos ligados à área de fertilidade de solos que compõem um grupo seleto, denominado “Mestres do Campo”.
Solução para problemas universais do Potássio
Durante o encontro em Curitiba, o pesquisador doutor Garcia-Mina, apresentou detalhes dos estudos e pesquisas que levaram ao desenvolvimento da tecnologia K-UP, que estará sendo lançada comercialmente no segundo semestre deste ano. Segundo ele, a inovação criada nos centros de pesquisa e já patenteada pela TIMAC Agro resolve problemas comuns a agricultores das Américas e da Europa, que são ainda mais graves, quando a aplicação do potássio é feita no sulco, em linha.
A concentração do potássio no sulco provoca salinização e este processo inibe o desenvolvimento da raiz, reduz o crescimento da planta e em conseqüência, os níveis de produtividade. Outro problema é a lixiviação ou lavagem do potássio, especialmente em solos arenosos.
“Com este nova tecnologia, controlamos a salinidade e a lixiviação ou lavagem do potássio. Incorporamos também uma molécula natural que aumenta a assimilação de potássio pela planta”, resumiu.
‘Com a nova tecnologia reduzimos a níveis muito baixos essa toxicidade do potássio. Então esse é um ponto muito importante, e outro aspecto a destacar é a sua capacidade, de eliminar perdas por infiltração ou lixiviação. Perde-se muito potássio no solo por lavagem. A tecnologia também tem características que preservam o produto por mais tempo, tornando-o disponível para a planta. E para fechar o conceito K-UP comprovamos uma melhoria substancial na absorção, na tomada do potássio pela planta.
Resultados a campo
A exemplo da nova tecnologia de fósforo, recentemente incorporada ao TOP- PHOS, a TIMAC Agro norteia suas pesquisas a partir de demandas e avaliações dos agricultores e do grupo crítico de pesquisadores e técnicos, denominado “Mestres do Campo”.
O pesquisador doutor Heitor Cantarella, do Instituto Agronômico de Campinas foi quem coordenou a realização de avaliações e ensaios do TOP- PHOS a campo.
Agora, a avaliação da tecnologia K-UP, com o desenvolvimento de uma rede de ensaios a campo e em laboratórios, será coordenada pelo pesquisador e professor da USP, doutor Antonio Luiz Fancelli, da área de produção vegetal.
“Esta inovação vem realmente contribuir muito, para que possamos utilizar de forma eficiente o potássio, que é um elemento-chave para o aumento de produtividade das culturas e também com relação à qualidade da produção”, observa professor Fancelli, lembrando que a rede de ensaios vai contemplar os ambientes mais diversos possíveis por todo o Brasil e por países da América Latina.
“Com os melhores técnicos, melhores pesquisadores, nas mais diversas áreas, com certeza poderemos ter conhecimento efetivo dessa nova tecnologia e, conseqüentemente, o uso eficiente desse potássio para os agricultores contribuindo muito então para a agricultura”.de forma geral.
Expectativa otimista
Leandro Fukuda é agrônomo do GTACC, grupo que presta consultoria em citrus a 230 produtores que cultivam mais de 32 milhões de plantas em SP. Ele entende que a nova tecnologia pode viabilizar mudanças no manejo em citricultura. “A gente poderia talvez até estar aplicando potássio uma vez só ou em um ponto mais importante para planta, uma liberação mais constante como foi mostrado nas palestras. A expectativa é muito boa”, disse.
“Todos nós sabemos que um dos grandes problemas da agricultura, da fertilização de nossos solos, passa pelo potássio”, raciocina o pesquisador Edson Borges, diretor da Fundação Chapadão. 
Agrônomo e um dos mais respeitos consultores da região Sul do País, Modesto Félix Daga também contabiliza vantagens da tecnologia K-UP para soja, milho e trigo. “É extremamente importante e oportuna. Nós vamos conseguir concentrar o potássio na linha sem causar a salinização que impede o desenvolvimento radicular. Para a soja, para o trigo e para o milho, um período de liberação de potássio mais lento para a planta conforme a necessidade de consumo, absorvendo a tendência de consumo conforme a necessidade da planta e, consequentemente, um aumento da produtividade segura das três culturas”, conclui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Recursos naturais e minerais do Tocantins atraem investidores japoneses para o Estado


Os recursos naturais e minerais, população jovem e a estabilidade econômica atraem investidores japoneses para a agricultura brasileira, em especial para o Tocantins que mantém relações comerciais e de amizade com o Japão, através de parcerias a exemplo do programa Prodecer – Programa de Desenvolvimento do Cerrado. Para consolidar esta relação e pensando em captar novos investimentos o secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Jaime Café, acompanhou a comitiva Obihiro Kawanishi - Cooperativa do Japão Agricultura e Mitsubishi Corporation do Brasil em uma visita a região sudoeste do Estado.
 A comitiva formada por 11 pessoas sobrevoou a região, com foco na agricultura irrigada, no município de Lagoa da Confusão, a visita foi nas lavouras de arroz irrigado por inundação, aonde a produção alcança cerca de 180 mil toneladas no período chuvoso. Para o produtor e chefe executivo da Cooperativa Toshinobu Arizuda, que falou em nome do grupo, o convite do Governador Siqueira Campos é uma grande oportunidade para que possam conhecer as potencialidades do Estado.
 “O primeiro item que falo que irá crescer é devido aos recursos naturais e minerais, segundo é a população jovem, que pode trabalhar e desenvolver este país e o terceiro, é a estabilidade política que dá segurança, comparada a outros países. Por estes motivos empresas de grande porte do Japão estão interessadas em investir no Brasil”, pontuou Toshinobu Arizuda.
 “Também somos produtores e temos experiências e apesar de ainda não existir um projeto determinado, mas devido às boas relações entre os nosso País e o Tocantins teremos continuidade visando futuras parcerias”, explicou Arizuda completando, ainda, que pessoalmente espera muito desta parceria devido a potencialidade do Estado para a agricultura.
 De acordo com o Secretário, o grupo já foi orientado e já está trabalhando para apoiar o Governo do Estado na implantação de barragens para o cultivo irrigado, principalmente de soja e arroz, produtos de interesse de compra pelos japoneses. “Esta região será beneficiada pelo Prodoeste - Programa de Desenvolvimento do Sudoeste do Tocantins, que está em fase final de aprovação e nosso desejo é que os investidores japoneses possam nos apoiar no que se refere a contrapartida do Governo, que é de US$ 66 milhões, valor alto para investimento com recursos próprios”, completou Café.
  Prodoeste
O Prodoeste é um programa que pretende implantar através de parceria público-privada, um grande sistema de plantio irrigado em cerca de 200 mil hectares na região, aproveitando o grande potencial de rios e terras planas. O projeto já tem o aval positivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, no valor de US$ 165 milhões, o BID entra com 99 milhões de dólares e o Governo do Estado entrará com a contrapartida US$ 66 milhões.
Lenna Borges – Seagro/Ascom

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Projeção aponta 710 mil hectares ocupados por reflorestamento no TO

Parte integrante da Amazônia Legal, o Tocantins colocou como prioridade o desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. Nesse sentido, encontrou como alternativa ecológica e economicamente viável o investimento na plantação de florestas, mais conhecido como silvicultura. Segundo levantamento da Seagro - Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Agrário, atualmente o Tocantins conta com 83 mil hectares de florestas, plantadas em 230 fazendas. Até 2016, poderá alcançar 710 mil hectares.

De acordo com o subsecretário de Produção de Energias Limpas da Seagro, Ailton Parente Araújo, as regiões com maior número de áreas de cultivo são o Sudeste e o Bico do Papagaio, com predomínio do eucalipto. “As cidades que se destacam são Darcinópolis, Colinas, Wanderlândia e São Bento, no Bico, além de Conceição, Palmeirópolis e Natividade, no Sudeste”, ressaltou ele.


Projeções
O Estado é considerado um dos mais promissores do país no segmento. A previsão de crescimento de áreas reflorestadas é animadora e tem atraído a atenção de investidores. Os dados da Seagro mostram que, de 2009 a 2010, o aumento na área de plantio foi de 20%. No ano seguinte, esse percentual chegou a 43%. Mas, segundo as estimativas, até 2016 a área plantada será de 543 mil hectares. “Essas projeções foram feitas a partir de reuniões com os atuais produtores, mas o Naturatins estima, a partir do interesse de novos investidores, que a área plantada será de 710 mil hectares”, explicou Ailton Parente.
Nas propriedades que possuem áreas reflorestadas o investimento foi na ordem de R$ 310 milhões, gerando mais de 6 mil empregos diretos e indiretos. Com o aumento da plantação, a estimativa é de que esse investimento suba para R$ 20 bilhões, sendo abertas 43 mil vagas de trabalho.
Mercado
O subsecretário frisou que a produção das áreas de reflorestamento do Tocantins possui mercado garantido. Segundo ele, a vinda de uma multinacional produtora de papel e celulose irá garantir a venda de todo o eucalipto produzido na região Sudeste do Estado. “Além disso, nós também estamos conversando com uma empresa portuguesa produtora de pellet de madeira (lenha verde) que deverá realizar o processamento da biomassa rejeitada pela produção do papel”, ressaltou Araújo.
Já a produção do Bico do Papagaio deve ser destinada ao parque siderúrgico do Sul do Pará. “Atualmente, várias empresas estão interessadas em consumir uma energia certificada e o Tocantins vai ter produção para oferecer a essas empresas”, disse o subsecretário.

Incentivos
Instituições financeiras como Banco do Brasil, Basa e BNDES possuem linhas de créditos específicas voltadas para investidores interessados na silvicultura. Mas o maior incentivo é destinado pelo Governo Federal, por meio do programa ABC- Agricultura de Baixo Carbono.
O ABC foi criado em 2010 com a intenção de incentivar a prática da agricultura sustentável. O objetivo é contribuir com a redução da emissão, na atmosfera, de gases que produzam o efeito estufa. A idéia é aperfeiçoar a utilização da terra através da junção de floresta, pecuária e agricultura, melhorando assim a renda de do produtor.
Ailton explicou que a previsão do Governo Federal é investir em 2012 mais de R$ 3 bilhões no ABC. “A Seagro está de portas abertas para as pessoas interessadas nesse tipo de investimento, nossos técnicos estão preparados para disponibilizar as primeiras informações”, completou. Tocantinsagro, Tocantins agronegócios, tocantinsagro.blogspot.com
Erica Lima

Modelos de Produção e Comércio de Abacaxi para o Mercado Interno e de Exportação