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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Agropecuária de Baixo Carbono - ABC


O programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) é uma das principais ações adotadas pelo governo federal para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Como incentivo à sua implementação, o governo vem aplicando uma política de incentivos que inclui, além de financiamento a produtores rurais, estudos técnicos e capacitações profissionais para facilitar a difusão de práticas de baixo impacto ambiental. A meta é deixar de emitir 165 milhões de toneladas equivalentes de gás carbônico nos próximos 10 anos no Brasil.
O Tocantins é um dos pioneiros na divulgação dessas práticas. Há alguns anos, a Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário vem implantando ações que incentivam no Estado a recuperação de pastagens degradadas, a produção de combustíveis alternativos e o sistema de integração lavoura-pecuária-florestas, entre outras.
Para se ter a ideia da importância deste projeto em âmbito nacional, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento estima que, dos R$ 18 bilhões oferecidos como crédito rural no Plano Agrícola e Pecuário da safra atual, R$ 2 bilhões são destinados ao programa ABC. Segundo técnicos do próprio Ministério, ao optar pela adoção de práticas sustentáveis (como a integração lavoura-pecuária-floresta, produção orgânica ou sistema agropecuário de produção integrada), o agricultor poderá obter o crédito a juros de 6,75% ao ano, com a possibilidade de chegar a 5,75%, caso desenvolva essas atividades em áreas degradadas.
Os dados apresentados nacionalmente revelam a importância do tema para a Agrotins, um evento agrotecnológico já consagrado, que repercute em toda a região amazônica. Pois, ao priorizar a Agropecuária de Baixo Carbono, o Tocantins e os demais estados da região Norte abrem espaço para novos negócios em mercados que valorizam a sustentabilidade, aumentam a rentabilidade dos agricultores e, o que é mais importante, preservam seus recursos ambientais.
Corombert Leão de Oliveira

domingo, 25 de março de 2012

Nova raça bovina na pecuária brasileira

A Retinta é precoce e rústica, adequada para as regiões de clima árido
Os governos do Brasil e da Espanha assinaram acordo para introdução da raça Retinta no Brasil. Mil e quinhentas doses de sêmen de reprodutores da raça serão doados pelo governo espanhol para cruzamento com gado Nelore em Mato Grosso do Sul, Tocantins e Alagoas.

Em Tocantins as inseminações serão realizadas no Centro de Pesquisa do Estado. “A ideia é fazer o cruzamento com o Nelore e aliar as qualidades da raça espanhola, como precocidade e rusticidade, às características do gado que já está adaptado à região”, explica Jaime Café, secretário da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário do Estado, que participou da missão oficial que visitou a região da Extremadura, na Espanha, onde a raça é criada.

Segundo Café, o objetivo do cruzamento é estratégico, pois Tocantins pleiteia a habilitação de propriedades do Estado para fornecer a carne bovina que é exportada para países da União Europeia. “Assim poderemos oferecer carne bovina adaptada às características e exigências do consumidor europeu”, afirma.

A expectativa é que o resultado do cruzamento seja conhecido em até dois anos. “A raça é bastante precoce, em visita a abatedouros espanhóis, vimos carcaça de bezerros abatidos com menos de um ano e pesando 12,5@”, destaca.

Fonte: Portal DBO

Modelos de Produção e Comércio de Abacaxi para o Mercado Interno e de Exportação